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27.08.2011 Por Eliezer Santos

ENTREVISTA COM CEZAR GORDO E MARCUS CIDA FALANDO SOBRE COLLAB FLIP X MATRIZ SKATESHOP PARA O SITE DA 100%SKATE

Confiram a entrevista de Marcus Cida e Cezar Gordo no site da Cemporcento skate, falando

sobre o Collab FLIP Luan de Oliveira e Matriz Skateshop. Confiram:1) Como e quando aconteceram os primeiros contatos com o Luan?

CIDA: Foi bem no inicio do IAPI, em 2001. O Luan morava próximo da casa do Nilton “Urina”, que o ajudava com algumas peças, e passava o dia todo andando no IAPI. Mesmo pequeno, já dava para notar sua habilidade e facilidade para aprender novas manobras e decidimos inclui-lo na equipe.

GORDO: Na real eu não sei, lembro dele pequeno, usando umas roupas muito largas. O que me chamou a atenção foi ver ele dando um shovit heelflip, uma das primeiras manobras que vi ele executar.

2) Como está a relação com o Luan hoje, que a cada dia passa pouco tempo no país.? Vocês continuam sempre em contato, próximos?Estamos sempre em contato, andamos de skate juntos, seja quando aqui no Brasil ou quando vamos para lá (EUA). Algumas vezes acabamos ficando na casa dele.3) Qual o sentimento de ver o Luan no nível de skate em que ele está, sendo reconhecido mundialmente?



GORDO: Como diz o Gerdal: “aí você me mata de orgulho”(risos). Fico impressionado quando paro pra pensar na caminhada do Luan e ver onde ele está hoje em dia. Sair do gueto de Porto Alegre para conquistar o mundo não é para qualquer um. Isso é merito do esforço e empenho dele, sem a ajuda de ninguém. Falar que esse ou aquele criou o Luan é mentira. Ele é o responsável pelo que fez e fará daqui para frente. Nós só estamos aqui apenas para apoiá-lo caso precise de alguma coisa, assim como fazemos com toda a nossa equipe. O que ainda me incomoda é ouvir algumas pessoas falando que ele é uma promessa. O Luan já é uma realidade há muito tempo, possui uma história de vida (sucesso) digna de filme.

CIDA: O Luan encontrou seu dom, nasceu para o skate. Ele é uma das pessoas mais merecedoras que conheço. Ficamos muito felizes por tudo de bom que está acontecendo na vida dele. Inclusive já recebemos muitas mensagens dos vídeos dele no canal matrizskate no youtube de moleques dizendo que começaram andar de skate por ter visto ele andar. Já imaginou o peso disso? O skate lhe retribuiu toda energia e dedicação. Ele é uma pessoa muito humilde, divertida e está sempre com sorriso no rosto.4) Desde o início a Matriz se preocupou em manter uma equipe de skatistas. Hoje vocês contam com nomes reconhecidos, como Iqui e o próprio Luan. Qual a importância de uma loja marca fomentar a cena local?



GORDO: Acho que isso não é uma responsabilidade só de uma loja ou de uma marca, mas sim de todos skatistas. Fomentar a cena local, onde quer que seja e da forma que conseguir.

CIDA: Aprendemos desde o início com todas dificuldades que passamos quando ainda éramos skatistas amadores. As lojas da região (Porto Alegre) não tinham materiais de qualidade e muito menos um atendimento especializado. Quando abrimos a Matriz, essa foi uma de nossas filosofias: manter uma equipe de atletas e apoiar eventos de Skate. Se tivesse uma receita, acredito que seria com que todas lojas de skate apoiem pelo menos um pouco, claro, dentro de suas possibilidades.5) Que tipo de ações uma verdadeira skateshop deve tomar para ajudar a construir uma cena e valorizar talentos locais?GORDO: Acredito que o primeiro passo é a criação de verdadeiras skateshops.CIDA: 1º – Trabalhar com marcas que invistam no Skate. 2º – Colocar pessoas capacitadas, que entandam e andam de skate para realizar um atendimento adequado. 3º – Apoiar a cena local, atletas e eventos. 4º – Fazer pelo amor ao Skate que o retorno virá em breve.6) Vocês consideram esse collab é um reconhecimento desse trabalho realizado pela Matriz a longo prazo?GORDO: Acredito que é uma união de marcas de Skate que estão sempre buscando a evolução, dando suporte que skatistas como o Luan surjam e sejam valorizados. O nosso trabalho é somente dar um suporte para o Luan desempenhar da melhor forma possível o que ele mais gosta e sabe fazer da vida. Não pensamos em reconhecimento, só em dar um suporte a mais um skatista no qual acreditamos em seu potencial. O resto foi só esforço dele mesmo. CIDA: No nosso caso, quando o trabalho é feito de skatista para skatista, conseguimos entender as necessidade de um atleta. Nós procuramos acompanhar e oferecer maiores condições para ele evoluir. Dessa forma, tanto o skatista como a loja terão o seu reconhecimento.Agradecimentos: Luan, Flip Skateboards, toda equipe Matriz, Léo Coutinho e Gui Friederics por ajudar no vídeo.

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